os cavalos

Na páscoa estivemos na quinta. Eu e o Francisco montámos e tentámos que a índia viesse dar uma volta no picadeiro conosco a passo. Mas ela teve medo e não quis. Não insistimos. É natural, o cavalo é um bicho imponente e alto. Adorou dar cenouras aos cavalos, dar festinhas, mas não quis sentar-se no alto do seu dorso. Ficou a matutar naquela cabecinha porque sempre que falávamos das férias ou dos cavalos ela dizia ” quando lá voltarmos eu vou andar no cavalo. Eu não andei porque tive um bocadinho de medo”. Ela queria mesmo ter conseguido. Este verão quando lá fomos voltámos a montar (e eu cada vez a adorar mais montar a cavalo!). Ela dizia que ia andar a cavalo mas no momento de subir para vir dar uma volta comigo estava com medo outra vez. O Francisco pegou nela e com uma conversa motivante pô-la lá em cima comigo. Demos uma volta no picadeira, ela agarrada aos meus braços como se a vida dela dependesse disso, e com aquele choramingar de quem não está nada confortável. Bom, já tinha ido pelo menos, mesmo que não tenha sido nada agradável para ela. Qual não é o nosso espanto quando no dia seguinte quis ir comigo, cheia de confiança e com um sorriso na cara. Demos mais umas voltas ao picadeiro e a luta foi para sair do cavalo. Ao terceiro dia disse: não mãe, eu vou sozinha tens que sair do cavalo. Eu obedeci de imediato e lá foi ela sozinha, feliz e destemida. No final do passeio já levantava os dois braços no ar e fazia com o rabo o movimento do trote. Que superação, que orgulho! Ficou tão contente que passou dias a falar disto e a contar a toda a gente que tinha andado sozinha a cavalo, ilustrando sempre e obrigatoriamente com as fotografias do meu telemóvel. Estás mesmo crescida minha miúda!

Cavalos no Paul (pf)-5

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