3 anos

Faz hoje três anos que este meu projecto tomou forma. Na altura ainda nem eu sabia que se viria a tornar num sonho materializado.
A culpa de tudo isto ter acontecido na minha vida é de uma grande amiga. Daquelas amigas que não são de sempre mas que são para sempre. Foi ela que acreditou em mim, muito mais que eu própria. Obrigada.
Há três anos não sonhava estar aqui hoje. Não sonhava que estaria a escrever este post e muito menos que este projecto seria a minha profissão. Hoje estou muito mais completa e realizada. Tenho muito menos certezas e tenho muito mais medos, mas o que é a vida senão o desafio da superação constante?!  Sou cautelosa, e um tanto ao quanto medricas, e por isso mesmo fico ainda mais incrédula por aqui estar, deste lado a escrever estas palavras. Mas estou, e é tão bom:)
Nestes três anos tentei reflectir nas minhas imagens e palavras um pouco daquilo que sou genuinamente. As imagens demonstram-no de forma muito transparente e pura, mas as palavras nem sempre. É difícil passar para esse lado o meu eu mais profundo quando sou, como já disse, cautelosa em cada passo, em cada linha (e como isso me irrita!). Provavelmente porque (felizmente) não conheço cada um de vocês  que me lê e isso torna o meu papel da escrita mais complexo. Não porque sinta que tenha que agradar cada leitor sempre (que seria impossível), mas pelo medo da interpretação ser diferente da ideia que gostaria de passar. E também pura e simplesmente porque sou tímida demais para isso (rodeios para quê?!).
A superação deste projecto não é só a sua existência em três anos, não e só fazer dele minha profissão, é também aprender a partilhar mais sentimentos, a libertar-me desta timidez e dizer (quase) tudo o que me vai na alma, tal e qual o fiz hoje e agora.
Para terminar, repetir apenas o quão grata me sinto por tudo o que tenho, e por este projecto me ter trazido tantas novas e boas amizades. Sou uma sortuda.
Nada disto seria possível se não estivessem desse lado, se não gostassem e partilhassem o meu trabalho e não quisessem que fosse eu a guardar momentos bonitos das vossas vidas.
Muito obrigada ❤
Para comemorar estes 3 anos, em breve algumas mudanças e novidades, estejam atentos :)

Fed Up

Termino a semana com uma sugestão. Outro dia vi este documentário. É assustadora a forma como se vive a alimentação infantil (e adulta também) nos EUA. Na maioria dos casos aqui é bem diferente, felizmente, mas ainda assim preocupa-me a quantidade de açúcar que ingerimos, sobretudo as crianças, principalmente porque nem nos apercebemos. É interessante ver, pensar e agir no dia-a-dia. Reflectir sobre aquilo que comemos, sem exageros, sem dramas e sem fundamentalismos, com equilibrio, como em tudo na vida :)

Este documentário vem um pouco na continuação da reportagem que houve na SIC há uns dias exatamente sobre o mesmo tema em Portugal. Aqui explicam um pouco melhor a origem do problema.

O desalinho alinhado

Ando constante atrás de uma perfeição que não existe. Sou metódica na organização,  geométrica na arrumação. Detesto viver no desalinho de uma casa desorganizada e no turbilhão de uma mesa desarrumada.
Faço listas na cabeça e no papel e quando a memória me atraiçoa ou não tenho papel a jeito falo para um microfone para não perder uma ideia ou um pensamento bonito.
Agora mesmo escrevo porque não consigo dormir e já passa da meia noite. No andar de cima talvez haja a mesma obsessão pelo alinhamento perfeito dos objectos. Imagino uma mulher elegante, alta e espadaúda empoleirada nuns 10cm de saltos (tenho que imaginar porque eu sou aquela pessoa que num prédio com 6 apartamentos mal conhece os vizinhos). Percorre a casa, entre a sala e a cozinha há muito tempo ao ritmo constante dos saltos a bater no chão de madeira. Enquanto isso eu dou voltas na cama à espera que, uns metros acima, tudo fique perfeitamente arrumado para irem dormir com a boa sensação de missão cumprida.
É  no embalo desta música cadenciada que penso, reflito, escrevo e organizo o meu dia de amanhã. As vezes gostava de desligar a cabeça e esta mania de planear tudo com tanto pormenor. As vezes irrito-me comigo mesma e saio para lugar nenhum sem plano nenhum. E sabe-me sempre tão bem. Provavelmente porque sei que quando chegar tudo vai estar perfeito, no seu devido lugar, tal e qual como devia e como eu gosto.
Por fim parou. Saiu do alto dos seus saltos e deixou-me entregue ao silêncio da noite.
Vou dormir, já tenho o alinhamento para o dia de amanhã. Como a melodia me inspirou também já tenho um texto para o blog.
Vou entrelaçar-me no desalinho dos sonhos que são a única coisa na minha vida onde navego à deriva e me sinto bem.

21 dias sugar free

Ontem foi o dia do sobrinho único. O dia em que eu estrago um sobrinho (um de cada vez) com mimos!
Fizemos tudo o que ele quis e isso implicou, entre muitas coisas, comer porcarias claro está!E por isso só hoje começo no desafio 21 dias sugar free que a Catita Illustrations propôs. Vou precisar muito da ajuda da Mafalda para que isto corra mesmo bem smile emoticon

Quem nos acompanha? Bora lá que isto não vai ser fácil!
Podem tirar neste link o catálogo para motivação extra!
Boa sorte 

smile emoticon

Já lá vão 2 anos…

…. e muitos ainda estão para vir!
Ainda não conseguir realizar que passaram 2 anos, parece que foi ontem… A quem está prestes a casar só tenho uma coisa para vos dizer: é a melhor coisa da vida!!
Sou feliz, muito feliz. Tenho o melhor marido do mundo (frase cliché bem sei, mas se é verdade porquê esconder?!) e cada dia me apaixono mais por ele.
Entre nós, o amor é simples

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by Mariana Sabido

 

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by Mariana Sabido

Primavera…

Seja muitooo bem-vinda!!!
O fim‑de‑semana começou com uma boa noite de sono, um pequeno almoço feito pelo meu mais que tudo na varanda ao sol! Vai continuar com muitos passeios, e muita fotossintese para recuperar energias!
Bom fim‑de‑semana minha gente querida ❤

Crónica da venda do Twingo

Tenho recordações maravilhosas das mil e uma viagens que fizemos neste carro. Sinto um carinho especial.  Sim, eu tenho esta mania de me apegar a certas coisas materiais, principalmente quando me trazem recordações tão boas.

Viagens de verão e de inverno, pranchas de surf lá dentro que faziam de almofada para eu dormir, tecto panorâmico aberto para entrar fresquinho ou ver as estrelas, passagem em riachos de água sem nunca se afogar e caminhos sinuosos dignos de jipe… Nunca nos deixou mal, nem uma única vez! Não há carro igual a um twingo com tecto, não me venham com coisas mas é o melhor carro citadino do mundo: pequeno por fora e grande por dentro, lindo de morrer, versátil, resistente, tudo o que se quer!
Mas está velhinho, muito velhinho e não foi especialmente bem tratado é preciso dizer…
Agora foi (finalmente em jeito de tristeza e alegria) vendido. Vendemos o carro e tenho um marido em casa de coração despedaçado já a pensar quando é que vai comprar outro mas desta feita arranjadinho e com bancos de pele (deixem-no sonhar que isso nunca fez mal a ninguém!).
O engraçado no meio disto tudo foi a história da venda deste carro…
Prefácio: o carro está mesmo, mesmo velhinho, parado há algum tempo (largos meses) e já não tinha as condições básicas para eu lá andar antes de ficar estacionado à porta de casa há uns meses atrás… o resto deixo à vossa imaginação!

E agora começa a verdadeira história.
Primeira nota do comprador – o pneu de trás tem um prego espetado
Senhor meu marido – pois é tem toda a razão, mas de qualquer forma os pneus de trás têm que ser trocados pois já não é seguro andar com os pneus assim… (ups num 1)
Como é que é possível que num caminho de 3 min de carro (num carro que está parado há meses) provavelmente o unico prego na estrada num raio de 50km se tenha enfiado no pneu deste carro?!?! O que vale é que o pneu era para trocar de qualquer modo e o pneu não estava a vazar ar (consta que o prego era bem grande)

Segunda nota do comprador ao reparar que o vidro literalmente caiu quando fechou uma porta – pois é, este vidro também tem que ser arranjado…
Senhor meu marido preferiu silêncio e apenas se riu para dentro (para não chorar claro está!)… (ups num 2)

Ao sentar-se no banco de trás quase foi parar ao porta bagagens pois a mola do banco está partida….
Senhor meu marido: pois é o carro tem que ter assim alguns arranjos mas são só coisas pequenas! (lata tanta lata!). Pior: ainda se desculpou com a senhora sua mulher que anda com o carro, não tem cuidado nennhum e é muito distarida. Quem me conhece sabe que esta descrição se encaixa como uma luva não?!.. uma mentirinha destas nunca fez mal a ninguém! (ups num 3)

A manete direita junto ao volante está partida (a do limpa para brisas)
Já não sei em que nota vou do comprador – Isto está solto mas funciona?!
Senhor meu marido –  Funciona pois (cheio de confiança, até parece que o estou a ver a dizer esta frase)
Comprador – Ups…
Pois é, funcionar funciona, mas o esguicho de água do vidro de trás não limpa o vidro de trás do carro mas sim o vidro da frente do carro de trás – pequenissimo pormenores…. (ups num 3)

Nesta fase eu já chorava a rir e me agarrava à barriga sem conseguir respirar!

Foram dar uma volta de carro e correu lindamente porque se há coisa que aquele tem a funcionar como o relógio (e deve mesmo ser a unica coisa, mas sem duvida a mais importante) é o motor!

O pior foi quando pararam e o senhor olha para as suas mãos pretas e com migalhas de volante agarrado…
Senhor meu marido – É da ‘ómidade’….
Risada geral como não podia deixar de ser! Mas porque é que S. Pedro ainda nos dá tamanho humidade em Abril que faz os volantes dos carros desfazerem-se nas mãos dos condutores?!
Verdade seja dita, o carro apesar de tudo é um quebra corações e foi vendito. Bendito seja o motor e o tecto de abrir que veda a água como se fosse novo!

Regresso a casa com o coração feliz mas triste, como era de esperar. Julgavam que já tinha acabado?!
Carro estacionado à porta e repentinamente ouve-se um barulho…pssssssss… nada mais nada menos que o pneu a vazar todo o ar cheio de folego! Vá lá que não nos deixou ficar mal em frente do comprador isso sim seria má educação! Assim comá assim… ele já ia ter que trocar os pneus de trás, isto são só pormenores…

Para fechar em beleza esta crónica, ao fechar a porta do carro, com chuva, o vidro volta a cair… Eu acho que esta foi só uma vingançazinha do carro por o estarmos a vender… Quem ri por ultimo ri melhor!
Acho que ainda foram três tentativas para, à chuva, deixar o carro sem o vidro aberto.. Tenho para mim que se fosse verão o vidro tinha ficado para baixo em jeito de orgulho ferido….

Acho que vou ter saudades tuas, as lembranças que ficam são muito boas! Que te continuem a tratar com carinho!

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My friend S.

Ás vezes vou falando aqui de algumas amigas. Falo porque me lembro delas, porque são especiais, porque passo por uma fotografia que gosto, porque houve um momento que me marcou de alguma forma, falo porque sim, porque me lembro delas, porque me apetece!

Todos os anos faço um livro com as melhores fotos, os melhores momentos, as recordações de cada ano. Estou muito atrasada nestes livros e ainda acabei agora o de 2010…. É uma vergonha bem sei! Tenho que me apressar nisto, vistas bem as coisas estou 3 anos atrasada, não pode ser!
Pois é, foi no distante ano de 2010 que fui ao Gerês com a S. e o D. Vai dai, lembrei-me de partilhar umas boas imagens desta viagem, no verão (que tantas saudades faz…). Inspira-me este sol, estas paisagens, esta pele tostadinha!
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A S. agora está em Madrid. Longe, como tantas outras amigas que se piram deste pais, e bem (infelizmente)! Não gosto de vos ter longe meninas! Miss u all 

Londres

Estou em falta com novidades londrinas! Por lá, o importante foi viver a cidade ao máximo, sem andar com o guia atrás a percorrer todos os pontos turísticos  mas aproveitar o ambiente, andarmos perdidas pelas ruas e tropeçar em monumentos quase por acaso.
O frio era inexplicável. Só quem já esteve nas montanhas a descer pistas pode saber do que falo. Era igual, mas sem equipamento da neve (bem que pensei nas calças da neve muitas vezes durante o dia…). A pele da cara parecia que estava a partir quando mexíamos a boca para falar e as pernas custavam a dobrar por serem uma pedra de gelo! Graus negativos e neve a cair. A cidade fica linda a nevar, não há duvidas disso, mas só conseguíamos apreciar essa beleza dentro de um café, quando estávamos quentinhas!
Conclusão: nenhuma de nós teve a coragem de andar muito tempo com a máquina a tirar fotos. Conclusão (óbvia) número dois: praticamente não há fotos desta viagem (poucas mas boas!)! Isto nunca me tinha acontecido, mas houve até um dia que nem máquina levei!
A cidade é realmente majestosa, monumental e com uma vida borbulhante. Mesmo com aquele frio, as ruas estavam sempre cheias de gente e de crianças (eles devem ser impermeáveis…).
Para quem for a Londres, não percam um musical. Nós vimos o Billy Elliot e amei! Aqueles miúdos são extraordinários, vale mesmo a pena!
É claramente um sitio a voltar, agora com a cara metade porque não deu para ver tudo (como sempre acontece). O próximo bilhete de ida é para o verão (porque a primavera pode ser traiçoeira) para que a esta cidade luminosa e apaixonante possa ter uma reportagem fotográfica digna do seu glamour e elegância!

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