2 meses… a sério?!

As férias da índia deixaram a minha vida de pernas para o ar! Por um lado é muito importante que eles possam também ter férias da escola e os que o podem fazer são uns sortudos, não há duvida. As mães que os podem acompanhar são umas privilegiadas, também não há duvida disso. Lucky me, também não tenho duvida disso!

Mas são 2 meses, e nem tudo é um mar de rosas… Confesso que há momentos em que penso que não sei se vou ter energia e imaginação para 2 meses de duas índias cheias de energia (e mimo)  em casa!

M e d o!

Medo de não dar conta do balanço familiar / profissional. Tive que abrandar um bocadinho o ritmo de trabalho durante o dia nestes dois meses de férias, não havia hipótese. As sessões são sempre que possível durante a semana para que pelo menos os fins-de-semana possamos aproveitar os quatro ao máximo, sempre que não há sessões há idas ao parque, jardins, praia, piscina, etc, e trabalho no computador é só depois das 21h (quando há o milagre de adormecerem as duas a esta hora) e há dias em que a pestana custa a abrir… Fundamental: organização, antecipação dos programas com as miúdas (para que não fiquem tristes quando não podemos fazer aquilo que querem) e ajudas!

Eu sei que prometi ser mais dinâmica nas redes sociais mas os momentos passam e eu também gosto de os viver inteiramente. Este jogo de cintura entre o real e o virtual é uma aprendizagem e tem que ter o seu equilibrio.

Agora é hora de me deitar que às 7.30 tenho que abrir a pestana, quer queira quer não, para ir ao parque dar pão aos patos! O prometido é devido. Vamos lá ver se vai sem chucha como disse….

Ferias Porto Covo 2017 (pf)-19

 

Eu e o desporto no pós parto

Já tinha dito aqui que ía falar um pouco mais de mim neste blog. Digam lá, estou melhor ou não?! Aqui vai um tema giro!

A querida Rita apanhou-me outro dia antes de ir ao treino e fotografou-me (nem me deu hipóteses). Como eu adorei as fotos (óbvio) tive que arranjar tema, e não foi nada difícil: ginástica no pós parto, um tema muito badalado por aí.

Não se preocupem que não me vou armar em saber sobre o tema, nem vou partilhar os meus esquemas de treino que até funcionaram. Vou fazer muito melhor: falar-vos da minha experiência e deixar-vos contactos interessantes :)

Eu fiz desporto toda a vida (natação e depois ténis de competição) até que a minha vida como eu a conhecia acabou quando comecei a trabalhar. Sentada numa secretária o dia todo, sem grande tempo para desporto que larguei por completo nessa altura. Entretanto uns anos passaram e engravidei da índia. No pós parto sentia-me muito mal com o meu corpo e tive uma necessidade enorme de voltar a fazer deporto. Um mês e meio depois comecei a treinar com o André no Funcional Fitness no Lumiar. Ela tem um grupo de pós parto às 10.15 da manhã às segundas, quartas e sextas e podemos levar os bebés. Nunca cheguei a sair de lá e entretanto engravidei da mini índia. Treinei na gravidez e depois no pós parto novamente. Os treinos são muito bons, vi resultados e fiquei muito motivada. Recomendo vivamente para quem está no pós parto e sente a mesma necessidade que eu. Não são treinos leves, preparem-se!  Temos dores musculares das boas, saímos cansadas e com sensação de dever cumprido!

No próximo post falo-vos da minha diástase!

Fotos by Rita Ferro Alvim <3

Foto perfil e desporto (pf)-31

Foto perfil e desporto (pf)-6

 

Foto perfil e desporto (pf)-13 Foto perfil e desporto (pf)-11

 

 

Ingrata

As minhas duas filhas desde sempre que são “só mãe”. A mãe é que faz TUDO: a mãe veste, a mãe dá a comida, a mãe dá colo, a mãe vai à casa de banho, a mãe dá banho etc, etc, etc… Isto é tão absorvente e asfixiante como prazeroso e gratificante. Esta coisa da maternidade (e das hormonas) consegue ser antagónica e muito pouco coerente. Mas também acho que é isso que lhe dá graça. Eu já sei que normalmente as meninas são dos papás. Mas cá em casa nunca foi assim (felizmente para o meu coração de mãe super galinha!). Não estou preparada para que isso mude, nem pensei muito no assunto, mas confesso que desde há dois dias para cá que estou com medo… Pois bem, tudo isto aconteceu quando o paizinho foi á escola tocar guitarra para os amigos. Tornou-se rei e senhor! E eu claro, destroçada e incrédula (até levei com um “não gosto de ti” no carro que me deixou de lágrima no olho).

Tanta ingratidão junta num ser tão pequenino?! Muda assim a agulha das preferências sem aviso prévio nem carta registada?! Não estou preparada. Primeiro pensamento: tenho que ir à escola fazer qualquer coisa! Segundo seguinte: ok, escusas de ser tão ridícula! Parece que a coisa apaziguou, vamos lá ver quais serão as cenas dos próximos episódios. Vale-me a mais nova que continua a não sair do meu colo para o de ninguém (nem para o do pai, muitas vezes), que chora sempre que saio de casa e que se desfaz-se em sorrisos e atira logo os braços mal me vê (apesar de ainda não dizer “mamã”).

 

Pascoa no Paul (pf)-9

Hoje estou em silêncio

Hoje estou sem voz, sem fala, sem palavras. Acabei de saber que uma das famílias vitimas na tragédia do incêndio de Pedrogão Grande era da escola da minha filha. Estamos todos em choque, em luto, em silêncio. Toda esta tragédia me deixou arrepiada, incomodada por dentro, com a alma aterrorizada. Agora que soube que tudo isto foi ainda mais próximo de nós, reavivou e multiplicou todos estes sentimentos. Podíamos ter sido nós. Já me caíram lágrimas e eu não consigo dizer mais nada, mas tinha que dizer alguma coisa. Dou graças pela nossa segurança. O nosso coração está com todas estas famílias e como diziam os meninos da escola, com as estrelinhas que foram morar para o céu.

Indias no quarto (pf)-1

 

Eu, na primeira pessoa

Foto perfil e desporto (pf)-53

Tenho uma dificuldade enorme em lidar com isto das redes sociais. Provavelmente até já perceberam… Aqui vai o meu manifesto sobre este tema!

A exposição pessoal e profissional, a gestão do uso do telemóvel, a inspiração para escrever no blog, as sessões, as edições e a vida familiar. Tudo isto ao mesmo tempo, deixa-me com um nó na cabeça. Sou fotógrafa mas há muito mais do que isso para poder exercer o meu trabalho e conseguir chegar às pessoas. Há toda uma partilha do meu trabalho mas também de mim, do que gosto, da verdade da minha vida. E isto para mim é extenuante. Sinto que preciso de estar agarrada ao telemóvel a pôr fotografias no instagram, a escrever no blog e a fazer stories em directo. Não tenho jeito, pronto, já disse! Eu tento, mas sou tímida, envergonhada e acho sempre que o que vou partilhar é só parvo, ridículo ou sem interesse e acabo por apagar. Eu sei que o que vocês querem é a verdade das pessoas que seguem. Já estamos todos fartos de mães perfeitas, com empregos maravilhosos, sempre incrivelmente maquilhadas em saltos altos, com filhos sem nódoas e casas de decorador! Já toda a gente sabe que isso não existe, e aquilo que se procura são inspirações em pessoas reais como todas nós. Também tenho pessoas que me inspiram, que gosto de seguir e algumas, com quem tenho a sorte de trabalhar. Cruzei-me com a Rita, já há uns tempos e agora temos um projecto juntas. Além das fotografias há sempre partilha, gargalhadas, confissões. Quando um dia,  desabafava sobre esta minha dificuldade em partilhar, ela disse-me uma coisa que, embora já soubesse, fez-me um click: “Só tens que ser verdadeira (e por consequência coerente) e há sempre pessoas que se vão identificar contigo. Nas tuas fraquezas, nas tuas conquistas e nas tuas qualidades.”

Pois é, uma das minhas grandes fraquezas e conseguir expôr precisamente essas fraquezas. E fica já aqui escrito (sem apagar). Sim sou tudo menos perfeita, às vezes grito com as minhas filhas, a minha casa está desarrumada, raramente me maquilho ou ando de saltos, e à noite estou cansada e só me apetece ficar em casa a ver séries e dormir (já lá vai o tempo em que tinha pedalada para jantares às 21h). Bom, também não é neste post que vou já falar de todas as minhas fraquezas, um passo de cada vez :)

Mas, para terminar, posso já falar de uma outra coisa que me incomoda e quem nem sempre sei gerir (e todas as dicas são super bem vindas): como fazer reportagem (digo fotos, videos e stories) de certos momentos e conseguir aproveitar esses momentos – principalmente com 2 filhas pequenas que nem sempre me deixam reportar o que quer que seja? Anyone?! Às vezes sinto que não consigo estar verdadeiramente nos momentos com a preocupação da partilha. Também vos acontece?

E com esta pergunta vos deixo, ansiosa pela partilha das vossas experiências, dificuldades e dicas.

Hoje ficaram a saber um pouco mais de mim. Quem sabe este é o mote para perder um pouco mais da minha timidez e conseguir fazer stories no carro inspirada na minha querida Rita! Ahaha.

Obrigada querida Rita por estas fotos lindas <3

Foto perfil e desporto (pf)-37

Foi há 2 anos…

… Que tomei a melhor e mais difícil decisão da minha vida. Troquei o certo pelo incerto, o salto alto pelos ténis, a cadeira pela máquina fotográfica. Despedi-me e fiz-me à vida. Em dois anos nunca me arrependi e por isso o saldo torna-se bastante positivo. Mentiria se dissesse que são tudo um mar de rosas, há momentos complicados, a gestão financeira é dura, o triângulo trabalho/família/casa torna-se um circulo com imensa facilidade. Mas cá estou, feliz com a minha decisão, sempre pronta para novos desafios e cheia de ideias a borbulhar na cabeça.

Um obrigada gigante a todos desse lado que tornam tudo isto real <3

RecemNascido_10 Despedida Solteira_18

Despedida Solteira_38 Familias4 Familias9 Gravidas_12 Familias53 Familias35 Familias22 Familias17 Gravidas_18 Gravidas_28 Gravidas_31 RecemNascido_19

o balanço de sermos quatro

Enquanto eramos três, um de nós podia descansar enquanto o outro dava conta das tarefas. Agora somos um para um e nenhum tem descanso! O balanço dos sentimentos, do cansaço, das birras nem sempre é muito positivo. Há dias que me deito a sentir que podia ter sido melhor, que podia ter feito melhor, Mas não deu. No dia seguinte será melhor! Há dias em que tudo corre de forma equilibrada, os horários fluem. É este balanço, esta constante superação que também torna tudo mágico. A maternidade ensinou-me a ser resiliente, paciente, tolerante e muito mais tranquila. A segunda filha acrescentou a resistência, ao sono e ao cansaço! Mas como sempre me disseram, está sempre a melhorar, e é mesmo! Cada vez mais a mini índia está mais fácil, a índia mais independente e as duas mais amigas. É impressionante como a índia adora a irmã e a trata com tanto carinho. Isso derrete-me por completo. Isso faz-me sentir que tudo vale a pena, que todos os momentos maus são insignificantes ao lado de tamanho amor. E é isto, somos quatro e muito mais completos <3

 

2016 Anos AT Meco e Quinta (pf)-11

Obrigada Tia Marta por esta foto de família simplesmente maravilhosa <3

 

Chorar faz bem

Hoje este texto deste blog querido fez-me sentir humana. É muito bom que estas partilhas existam, que os sentimentos sejam descritos, sem pudores, sem medos e sem vergonhas. Entrámos num momento da sociedade em que muitos tabus foram quebrados (e ainda bem!). Tenho a sorte de ser mãe neste presente e poder também partilhar aqui os anseios, as dificuldades e as tristezas. Porque a vida não é feita só de sonhos mas também de realidades e de sentimentos (e hormonas). Tenho a certeza que quando a Carminho nascer me vou sentir profundamente feliz mas ao mesmo tempo perdida. Vou errar e vou chorar. E nessa altura vou lembrar-me de todas as partilhas como esta e vou sentir-me melhor, porque é mesmo assim, porque as lágrimas fazem parte do processo, porque no dia a seguir vou sorrir e vou sentir que tudo se equilibra e alinha.

Ás vezes tenho muito medo e muita vontade de chorar. É bom poder fazê-lo sem culpas e sem vergonhas, porque na realidade é normal e é assim que cresço enquanto mãe e mulher <3

Filipa_Andre_MAria_Rosarinho na quinta (pf)-22

 

Reflexão…

Fds Terra do Sempre e Comporta (pf)-30

Tenho reflectido muito neste ultimo trimestre de gravidez. O trabalho teve que abrandar e deu-me mais tempo para organizar a minha vida e os meus pensamentos. Tem sido muito bom e importante por as ideias no lugar antes de sermos quatro, o caos se instalar e os momentos de reflexão passarem a reposição de horas de sono!

Adoro listas. Sou fã e faço listas para tudo! Ajudam-me muito a organizar a minha cabeça e tudo aquilo que tenho e quero fazer. Esta reflexão levou-me a mais uma lista… No fundo não deixa de ser uma lista de resoluções. Não foram feitas no ano novo, mas antes do meu ano virar novo e de pernas para o ar!

Ler  e escrever mais

Cultivar mais as amizades

Conseguir uma aceitação mais profunda daquilo que sou

Educar as minhas filhas baseada na parentalidade positiva e com mindfulness (o mais possível)

Ver menos televisão (só por ver)

Ligar-me mais ao presente em cada momento e menos ao telemóvel e redes sociais (o que não é fácil para quem tem um trabalho que também depende muito disso)

Ouvir mais musica e descobrir novas bandas

Cuidar mais de mim

Pensar no meu negócio de forma mais estruturada e levá-lo mais longe

Saber dar importância e valor ao que realmente importa

O maior desafio deste ano (e o mais importante), conseguir equilibrar as emoções e o tempo entre as duas índias

É este ultimo ponto que mais me tem ocupado a mente. Imaginar como irá ser com duas filhas tão pequenas (umas vezes parece maravilhoso e outras um pequeno pesadelo). Imaginar como irá ser o pós-parto (que não foi fácil da Clara). Pensar em programas que possamos fazer os quatro no mês de Agosto. E conciliar tudo isto com as obras da casa nova para ter a certeza que não se atrasam! Valem as ajudas que sei que vou ter para me apaziguar a mente e a alma. Estamos quase a ser quatro e parece impossível que esta gravidez esteja a chegar a ao fim. Parece que foi ontem que fiz o teste e já estou quase a conhecer a minha #miniindia…

Mindfulness

Fds Terra do Sempre e Comporta (pf)-35

Muitas vezes preciso de escrever para guardar memórias. Nem sempre escrevo aqui, tenho um caderno guardado muito especial. Hoje apeteceu-me partilhar um pouco mais de mim e da minha familia aqui. Nem sempre é fácil este exercício de expormos certas fragilidades, certos anseios nossos…

Desde que a Clara nasceu muita coisa mudou na minha forma de estar e de ver a vida. A maternidade tem sido um ensinamento enorme e tem-me tornado, a cada dia, uma pessoa melhor. Sou uma pessoa insegura e descobri hoje que devia ter mais auto-estima. Acabei agora de ler o livro, “Educar com Mindfulness” da Mikaela Övén, que me tem ajudado a ter a consciência daquilo que quero como mãe e como pessoa para a minha familia e até para mim própria. Há uma parte do livro que fala da auto-estima da criança e da sua importância ao longo da vida, das suas causas e consequências. Foi aí que percebi aquilo que é algo que devia trabalhar mais em mim. A auto-estima é o centro do nosso ser enquanto ser estruturado, forte, consistente. A auto-estima permite-nos aceitar aquilo que de menos bom temos para conseguirmos um dia mudar. A auto-estima poupa-nos muitas frustrações, muita raiva, muito isolamento. A auto-estima é como um porto seguro dentro de nós mesmos que, apesar do medo, não nos faz vacilar quando o mundo treme e a vida nos surpreende. Descobri que afinal devia ter mais disto. Todos nós temos as nossas fragilidades e ninguém é perfeito, mas quando não as aceitamos é muito mais difícil lidar com elas. E ao ler este livro percebi isso, algo tão óbvio mas que nunca tinha racionalizado desta forma (no fundo nunca tinha pensada nessa perspectiva). Tento ao máximo dar à Clara uma educação com base na parentalidade positiva, sobre o qual tenho lido muito (e também tenho partilhado aqui), e esta forma de estar e de ver a vida tem-me ajudado muito a mim própria também, na forma como lidar comigo mesma em certas situações e até com os outros.  Uma delas é a de viver o momento em pleno, viver com a consciência do presente e aproveitá-lo ao máximo. Engraçado porque consigo fazer isto com muito mais facilidade quando brinco com a Clara. Mas na minha vida, no meu dia-a-dia, nas minhas tarefas e nos meus escapes nem sempre é fácil. E é claro há fases da vida mais difíceis que outras de sentir esta plenitude. Por isso é que a fotografia é também uma terapia para mim, porque esse é um dos momentos em que estou ali, focada, presente, entregue à máquina e ao momento, concentrada, e sabe-me tão bem. Agora o importante é conseguir pôr em prática esta forma de estar na vida em tudo o que faço, em cada momento, em cada bocadinho. Saber tirar o bom de cada pessoa com quem me cruzo e de cada momento que vivo. Fico orgulhosa quando a cada dia sinto que já conquistei mais um bocadinho desta tranquilidade e confiança na vida. Confesso que as redes sociais são o que mais me distrai neste exercício. Somos hoje vitimas de viver em rede constante e às vezes a nossa vida particular fica para segundo plano porque estamos num café a ver o instagram, a ver a vida dos outros em vez de viver a nossa! E isto parece-me um mal comum, desta sociedade…

A minha profissão de fotógrafa, requer estar sempre atendo às redes sociais, expor também a minha vida, a da minha familia e eu não sou muito boa nisso mas quando o faço, faço-o com naturalidade. Exponho aquilo com que me sinto confortável, nuns momentos falo mais, noutros menos. Mas aquilo que escrevo é sempre honesto, sincero e genuino.

A Carminho está quase a nascer e vai ser mais um desafio na minha vida. Estou confiante e feliz nuns momentos (maioria felizmente) e aterrorizada noutros. Acho que faz parte! Vai mudar muita coisa, quase tudo para melhor, assim espero.

Este ultimo mês antes de a ter nos meus braços vai ser de muita reflexão, muitas leituras, muita escrita e muito mimo à filha única. Vou começar a preparar as roupas, as malas e a casa para receber esta mini índia de braços e coração abertos <3