Orgulho

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Hoje na praia, numa piscina que a maré baixa deixou perdida no areal, brincavam muitas crianças, incluindo tu. Brincaste, nadaste, correste, riste. Na hora de vir embora, porque já estavas gelada, querias trazer a bola de uma menina. Tu adoras bolas. Quando te disse que tinhas que devolver a bola, assumiste a tua possessão própria da idade com lágrimas nos olhos e choro alto. Todos olharam. Peguei em ti ao colo, afastei-me um pouco enquanto gritavas (e nem me ouvias) agarrada à que parecia ser a última bola à face da terra. Assim o era para ti. Podia ter-te arrancado a bola da mão e trazer-te aos gritos frustrada e zangada para a toalha. Decidi não o fazer. Enchi-me de paciência porque sabia que ias ser capaz, com a minha ajuda, de controlar as tuas emoções e devolver (tu própria) a bola à menina. Demorou. E todos olhavam. Não quis saber. Aquilo que te estava a ensinar, o respeito pelos teus sentimentos tão reais e tão normais eram mais importantes para mim. Primeiro tive que te acalmar para que me pudesses ouvir. Expliquei que a bola não era nossa e na tua impulsividade tão normal voltaram a rolar lágrimas. Voltei a acalmar. Disse-te que tinhas toda a razão para estar triste porque querias brincar com a bola mas que estavas gelada e tínhamos que ir secar. Que podíamos brincar de novo com a menina e com a bola mais tarde. Perguntei se querias a chucha e o óó. Disseste que sim e largaste a bola no chão. Demorou. Todos olharam. E espero que também tenham visto e sentido e orgulho que senti quando resolveste o teu problema, com a minha ajuda.
Viemos para a toalha e adormeceste no meu colo, tranquila. A isto se chama parentalidade positiva e consciente, algo com o qual tenho aprendido tanto e me tem ajudado tanto a dar-te ferramentas para que crenças emocionalmente forte e feliz! Nem sempre resulta, nem sempre consigo, mas tu já colaboras tanto. Quando resulta sinto-me muito feliz e orgulhosa e este sentimento vale ouro. Apercebo-me que na praia há muito pouca gente que tenha está atitude, este modo de estar, esta filosofia. Só ouço país a ralharem e a prometer castigos que não cumprem. Não acho que a minha filosofia seja melhor nem mais certa que a dos outros, é apenas nela que acredito e sei que contigo tem funcionado aos poucos, que colaboras conosco muitas vezes e acredito que isso te faça crescer uma miúda confiante, forte e feliz! Este é o meu melhor entanto tua mãe.

Depois pensei que parva era eu que não tinha uma bola para a minha filha que adora bolas, era óbvio que seria um brinquedo maravilhoso para a praia. Afinal eu também tenho muito para aprender contigo e esta birra óbvia era muito simples de evitar! Eu também cresço muito contigo, todos os dias fazes de mim uma pessoa melhor.

Férias

Por esta altura estamos a caminho do sul em busca de sol, praia, calor e muito descanso. São as nossas últimas férias a três e confesso que me dá uma certa nostalgia… Preciso de organizar a minha cabeça, preparar-me para o que aí vem, tostar a pele e recarregar baterias! É preciso trocar as prioridades na cabeça, do trabalho passar para o bebé. Pensar na organização de tudo, das roupas, da logistica, das listas. Quando voltar é tempo de lavar tudo, arrumar, preparar a chegada da mini índia. Estou a precisar de me focar nesta bebé, nesta barriga, namorar com ela, conversar e mima-la muito enquanto é só minha! São 32 semanas de uma gravidez maravilhosa (com excepção dos primeiros meses), 1800 gr de gente, muitos pontapés e muito amor <3

Daqui a 2 meses vamos ser quatro, a família vai estar ainda mais completa:)

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Do outro lado da lente

Sou timida, não sou fotogénica e fico sem jeito em frente de uma máquina! Mas não deixo que essa timidez me impeça de ter recordações maravilhosas como esta. Faço questão de ter fotos destes momentos maravilhosos que depois sabe tão bem recordar (mas na segunda gravidez o empenho não consegue ser tão grande como na primeira…). Nesta tarde, eu a Rita e a baby Madalena fomos passear e trocámos fotos! Eu derreti com esta baby apetitosa e tão doce e perdi-me entre clicks, esgares, pézinhos e sono tranquilo (a mostrar em breve!). A Rita mimou-me com estas fotos lindas que eu adorei :) A segunda gravidez é muito diferente da primeira em muitas coisas nomeadamente em número de imagens por isso este mimo ainda me soube melhor. Finalmente31 deve ser que retratam tão bem a tranquilidade e felicidade desta segunda gravidez. Obrigada amiga do coração :)

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Índia pirata

És uma índia, já toda a gente sabe disso! Desde que estavas na barriga que te mexias tanto mas tanto que, ainda não tinhas nome já te chamávamos de índia.

Desde que nasceste que sempre foste muito ágil. Sentaste-te cedo, “minhocaste” cedo, gatinhaste cedo, andaste cedo, saltaste cedo, deste cambalhotas cedo e tudo o que é saltos e pinotes fazes cedo! A tua estrutura física ajuda a que sejas assim, e eu adoro que conquistes o mundo sem barreiras, de forma destemida, aventureira e feliz. Na rua perguntam quantos anos tens e ficam embasbacados com a tua segurança e destreza em qualquer parque infantil. Às vezes há percalços, que fazem parte do caminho. Não te atrapalhas muito. Quando é só um rabo sujo ou um joelho esfolado, levantaste, sacodes as mãos e continuas caminho. Se o impacto for maior choras, pedes colo, o óó, a chucha, o mimo, mas rapidamente secas as lágrimas e se for preciso repetes a proeza com mais cuidado (ou não)! Eu acho que com o crescimento, à tua costela de índia se juntou uma costela de pirata. Inventas sempre brincadeiras com o seu ‘quê’ de perigo, observas os mais velhos e repetes igualzinho (quando estás com os teus primos é o descalabro). És a índia pirata mais querida de sempre! Se a tua irmã sair igual a ti (e pelo que se mexe na barriga, parece que vai pelo mesmo caminho esta mini índia), vamos ter um grande problema com os teus ensinamentos precoces 😉

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Terra do Sempre

No fim-de-semana passado fomos passear à Terra do Sempre. Fomo recebidos pela Dona Luísa que nos deixou logo à vontade e nos mostrou a casa que tem uma decoração linda! A índia delirou, andar pelo campo à vontade, trepar tudo, ler histórias e brincar com outros meninos que lá estavam. A Bárbara e a família vivem naquela quinta. Deixaram tudo para trás, incluindo o stress da cidade, e foram viver para a tranquilidade do campo. Receberam-nos lindamente e fizeram-nos sentir em casa. No domingo fomos visitar a quinta da Dona Gertrudes. Ovelhas, cabras, porcos, gatos, patos, coelhos, pintos, galinhas e muito mais! A índia viu tudo cheia de atenção e não teve medo nenhum. Foi muito engraçado ver a interacção dela com os animais que até então só tinha visto em livros. Destemida, feliz e muito curiosa, adorou e nós também :)

Um sítio a voltar, é certinho! Até sempre:)

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As famosas birras!

É oficial, começou a fase das birras à séria!!! Já me tinham avisado, mas até ver com os meus olhinhos não acreditei que fosse assim tão difícil… De repente lembro-me de todas as vezes que vi miúdos a fazer birras com gritos e a espernear e que pensei que tal nunca iria acontecer comigo. Mas aconteceu e vai voltar a acontecer!

Nunca fui de julgar a vida, as opiniões e opções dos que me rodeiam. Dou sempre o beneficio da duvida, sinto sempre que é muito fácil falar não estando na situação e acho sempre que tudo depende (em boa parte) das circunstâncias de vida que não são iguais à minha. Claro que tenho uma opinião e sinto que em certas coisas faria diferente. Mas uma coisa é pensar de forma diferente (e até discutir isso de forma saudável) outra é julgar, é dizer perentoriamente que se fosse comigo não era assim, que se fosse comigo o meu filho não seria assim nem faria isto ou aquilo. Claro que relativamente à maternidade tornei-me mais sensível a partir do momento em que também fui mãe, mas ainda assim nunca fui de julgar apesar de birras de gritos sempre me terem feito uma certa confusão… Às pessoas que se gabam a dizer que foram tão firmes na primeira birra dos filhos que só as fizeram uma vez e nunca repetiram, agradecia que deixem um comentário com o contacto pois terei muito gosto em saber qual o segredo!

Gerir estas birras não é fácil, principalmente quando me sinto mais cansada e com menos paciência. Ao mesmo tempo não há paciência que me valha quando ela pede para ir à rua mas grita porque não quer vestir o casaco! Decida-se!!! Sinto que tenho uma bomba relógio de 20 meses em casa (e pior quando é na rua) que pode estar a brincar lindamente, feliz da vida e de repente mudar a fralda é o maior drama, vestir uma camisola um suplicio, não ligar a televisão o fim do mundo e sentar na cadeira (que não tem picos) uma coisa horrível (mesmo tendo fome para comer)! É preciso ser firme bem sei, tento sempre não vacilar e se digo não é não até ao fim (embora às vezes me apeteça TANTO voltar atrás e fazer o que ela quer só para se calar). É um verdadeiro teste à paciência e para mim, que não sou uma pessoa especialmente paciente, por vezes torna-se muito difícil controlar a coisa!

Tenho lido livros sobre parentalidade positiva que me têm ajudado bastante. Esta filosofia faz muito sentido na minha forma de ver a vida e tento ao máximo por em prática os seus ensinamentos. Confesso que nas alturas de crise se torna mais complicado e tenho que melhorar esses momentos, mas uma das coisas mais importantes foi sentir que é normal perder a cabeça em certas situações e que não nos devemos sentir culpadas por isso. Tudo isto é um processo para nós e para a criança e todos os dias podemos ser um pouco melhores. Só temos que trabalhar as nossas emoções, o nosso auto-controle e ensinar as índias deste mundo que tudo passa e que com o tempo vão ser capazes de controlar as suas frustrações :) Cada dia que passa é menos um dia para que esta fase das birras acabe! Oh yeh!

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Uma mão cheia

Há 5 anos atrás estava um dia lindo de primavera, com sol e calor. Casámos. Foi um dos dias mais felizes da minha vida. Foi tudo perfeito, tal e qual como imaginei.

Nesta nossa (pequena) história, temos uma mão cheia de anos juntos, uma infinidade de momentos felizes, uma data de momentos difíceis, uma índia que nos enche o coração e uma mini índia a caminho. Quero perder a contagem do número de mãos cheias que temos juntos, para que as bodas de madeira de hoje um dia venham a ser bodas de prata, ouro, diamante…. Amo-te <3

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Foto by Mariana Sabido

Skate

Oferecemos um skate ao pai nos anos. Ele delira e tu também! És uma aventureira, destemida e divertida. Sentas-te no skate e chamas o pai para te empurrar. Depois sais e dizes “papá”. Corres atrás dele a gritar “cuca, cuca” para seres tu outra vez. E passam os dois horas nisto. Eu passo horas a ver-vos! Em pé ainda não te aguentas mas já vais sentada e deitada de barriga para baixo com as perninhas cruzadas atrás.

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Horário de verão

Chegou este fim-de-semana o horário de verão que adoro! Dias compridos, fins de tarde esticados, passeios longos, banhos e jantares tardios. Andamos em função do sol, somos fãs de fotossíntese e ficamos insuportáveis quando nos falta a vitaminaD. Que estes dias de primavera se mantenham, as temperaturas comecem a subir e se repitam muitos fins de tarde como este na praia, os três. A índia já é fã, mal chega ao paredão só quer ir para a areia, a nós reconforta a alma e tranquiliza a mente, em jeito de meditação. É simplesmente perfeito! O primeiro de muitos fins de tarde na praia neste novo horário em que parece que vivemos mais horas :)