um dia vai ser comigo… hoje foi o dia!

E foi hoje que passei a minha vergonha no centro comercial, com toda a gente a olhar para mim. 3 anos depois da minha primeira filha, não está mau de todo! Ia-me passando, com vontade de as estrangular mesmo ali mas sempre com aquela aparente calma que manda a a parentalidade positiva. Ainda aguentei umas 5 birras até ao momento em que soltei um ‘acabou´mais alto do que devia, levei uma pelo colo, uma pela mão quase arrastada (ambas em choro em uníssono) e passámos todos os carrinhos tipo carrossel em passo apressado com algum medo que o volume do choro subisse nessas alturas, e fomos embora. Tudo a olhar para mim claro, uns com aquele sorriso compreensivo, outros com aquele olhar a julgar ´que miúdas mal educadas´. Não me apoquenta porque assim que tiverem filhos vão engolir aqueles comentários maliciosos nas suas próprias vergonhas! Como eu já engoli os meus! Cheguei ao carro, conversei no tom de voz entre a parentalidade positiva e os gritos, não consegui melhor. Acho que saiu mais daqueles ouvidos que que ficou, mas fiz a minha parte. Há dias assim. Eu que ainda outro dia falei do meu esforço para as educar sem gritos e de forma positiva. Mas somos todos humanos e este foi um momento mau. Vocês, mães reais desse lado, preciso que demonstrem a vossa compreensão pela minha primeira vergonha a sério! Aceitam-se histórias do género para a troca :)

Foto da nossa fotógrafa de família, a querida e maravilhosa Isabel Saldanha, que apanhou tão bem a essência destas minhas índias endiabradas <3

 

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Cresceste tanto!

Estás quase a fazer três anos e este verão cresceste tanto. Nunca tiveste grandes acidentes apesar de teres começado a andar com 11 meses. Sempre trepaste tudo, deste cambalhotas sozinha no sofá com 14 meses (e todos se lembram desse video) e muito antes dos dois anos já davas saltos com os dois pés. Era (e às vezes ainda sou) sempre vista como a mãe negligente no parque infantil que deixa uma menina tão pequenina trepar tudo sozinha e é chamada a atenção pelos outros pais preocupados. Tens tanto de destemida como de cautelosa e este é o cocktail perfeito para um desenvolvimento rápido sem grandes acidentes! Mas em relação ao mar o teu lado cauteloso venceu o destemido e, não sei se pelo barulho se pelas ondas, nunca te afeiçoaste muito. Até este ano! Pouco a pouco ganhaste confiança e no final das férias dançavas ao ritmo das ondas, saltavas na espuma e brincavas tanto no mar. Como tu própria dizias: eu e o mar somos muito amigos! Para além disso, deixaste a chucha e isso, que foi história para um só post no blog, foi uma vitória dura e suada. Não sei a quem doeu mais, se a ti se a mim, mas isso nunca vamos saber. Felizmente daqui a um tempo já nem te vais lembrar do que era usar chucha. Por fim, mas não menos importante, andaste sozinha a cavalo. Mais uma história que deu um post no blog. Foi uma superação cautelosa mas que te deixou inchada de orgulho e que te fez crescer tanto a tantos níveis. Este verão está a chegar ao fim (as férias porque espero que setembro e outubro ainda nos tragam o calor que julho e agosto guardaram não sei onde!) e foram dois meses muito importantes. Que esse teu olhar profundo e sensível guarde todas estas memórias e vitórias para que continues a crescer assim cautelosa mas resiliente. Amo-te.

Aljezur com Isabel e Rui (pf)-16

os cavalos

Na páscoa estivemos na quinta. Eu e o Francisco montámos e tentámos que a índia viesse dar uma volta no picadeiro conosco a passo. Mas ela teve medo e não quis. Não insistimos. É natural, o cavalo é um bicho imponente e alto. Adorou dar cenouras aos cavalos, dar festinhas, mas não quis sentar-se no alto do seu dorso. Ficou a matutar naquela cabecinha porque sempre que falávamos das férias ou dos cavalos ela dizia ” quando lá voltarmos eu vou andar no cavalo. Eu não andei porque tive um bocadinho de medo”. Ela queria mesmo ter conseguido. Este verão quando lá fomos voltámos a montar (e eu cada vez a adorar mais montar a cavalo!). Ela dizia que ia andar a cavalo mas no momento de subir para vir dar uma volta comigo estava com medo outra vez. O Francisco pegou nela e com uma conversa motivante pô-la lá em cima comigo. Demos uma volta no picadeira, ela agarrada aos meus braços como se a vida dela dependesse disso, e com aquele choramingar de quem não está nada confortável. Bom, já tinha ido pelo menos, mesmo que não tenha sido nada agradável para ela. Qual não é o nosso espanto quando no dia seguinte quis ir comigo, cheia de confiança e com um sorriso na cara. Demos mais umas voltas ao picadeiro e a luta foi para sair do cavalo. Ao terceiro dia disse: não mãe, eu vou sozinha tens que sair do cavalo. Eu obedeci de imediato e lá foi ela sozinha, feliz e destemida. No final do passeio já levantava os dois braços no ar e fazia com o rabo o movimento do trote. Que superação, que orgulho! Ficou tão contente que passou dias a falar disto e a contar a toda a gente que tinha andado sozinha a cavalo, ilustrando sempre e obrigatoriamente com as fotografias do meu telemóvel. Estás mesmo crescida minha miúda!

Cavalos no Paul (pf)-5

A chucha

Demos-lhe a chucha ainda na maternidade. Agarrou como se sempre tivesse tido uma. Lembro-me de ser ainda muito bebé e me dizerem: ela tem chucha em quase todas as fotografias. E era verdade. Agarrou-se à chucha por consolo que se tornou vicio. Nunca chorou muito, mas quando o fazia a chucha era milagrosa. Quase a fazer três anos (e com os dentes ligeiramente arqueados) decidimos que íamos tentar que a largasse este verão. A escola ajudou porque durante o dia nunca usava, era só mesmo para dormir e foi importante para este processo de desmame. Mas mal acabou a escola e ficou de férias em casa, a chucha voltou a estar bastante presente e servia para o mínimo consolo ou apenas mimo. Ela queria largar, dizia que ía dormir sem chucha naquele dia mas depois não conseguia. Fui dizendo que a chucha faz mal aos dentes que ficam tortos e feios e que os meninos quando crescem já não precisam de chucha… Houve um dia que juntámos as chuchas todas (deviam ser umas 10, muitas diferentes). Ela escolheu uma e ficou só com aquela. As outras pusemos num saquinho e deixámos na janela. O Pai Natal veio buscar e trouxe um pijama da minie que ela tanto queria. Queríamos que fosse ela a querer largar, que partisse dela e fosse gradual e de uma coisa tínhamos a certeza, ela queria mas não conseguia! Umas semanas mais tarde fomos ao zoo e eu comecei a dar a ideia de darmos a chucha que sobrou aos golfinhos, que eles iam gostar de brincar. No dia em que fomos, no final do espectáculo dos golfinhos perguntei se lhes queria ir dar. Disse que sim. Tremi por dentro e sorri por fora. Deu, da mão dela a última chucha. Eu chorei por dentro, tremi por fora (não consegui evitar) e sorri de orgulho. O meu bebé, não é mais assim tão bebé. Está crescida, é forte, sabe o que quer, não hesitou e ficou muito feliz com ela própria. Estas últimas duas semanas, sem chucha, têm sido difíceis. A chucha é um vício como outro qualquer. Ela punha os dedos na boca, o óó na boca, não conseguia adormecer (ela que nunca teve dificuldade nenhuma e sempre o fez sozinha), as birras tinham uma proporção bastante maior. Mas nunca pediu a chucha de volta, nem nunca pôs a chucha da irmã na boca (embora eu saiba que tantas vezes lhe apeteceu). A mim custou-me muito, muitissimo ver e sentir esta transição que de leve teve pouco. Agora as coisas estão a acalmar e acho que o regresso às rotinas da nossa casa também vai ajudar.

Confesso que “olho” para a chucha de maneira diferente agora. Demos-lhe a chucha para conforto dela e sobretudo nosso. Há um dia que temos que a tirar, por eles, que são crianças e não conseguem perceber porquê. É cruel e custou-me muito. Teve que ser e agora já está, e eu sinto um orgulho enorme por esta miúda que me ensina tanto e que me surpreende todos os dias. Esta índia, é de facto muito especial.

 

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2 meses… a sério?!

As férias da índia deixaram a minha vida de pernas para o ar! Por um lado é muito importante que eles possam também ter férias da escola e os que o podem fazer são uns sortudos, não há duvida. As mães que os podem acompanhar são umas privilegiadas, também não há duvida disso. Lucky me, também não tenho duvida disso!

Mas são 2 meses, e nem tudo é um mar de rosas… Confesso que há momentos em que penso que não sei se vou ter energia e imaginação para 2 meses de duas índias cheias de energia (e mimo)  em casa!

M e d o!

Medo de não dar conta do balanço familiar / profissional. Tive que abrandar um bocadinho o ritmo de trabalho durante o dia nestes dois meses de férias, não havia hipótese. As sessões são sempre que possível durante a semana para que pelo menos os fins-de-semana possamos aproveitar os quatro ao máximo, sempre que não há sessões há idas ao parque, jardins, praia, piscina, etc, e trabalho no computador é só depois das 21h (quando há o milagre de adormecerem as duas a esta hora) e há dias em que a pestana custa a abrir… Fundamental: organização, antecipação dos programas com as miúdas (para que não fiquem tristes quando não podemos fazer aquilo que querem) e ajudas!

Eu sei que prometi ser mais dinâmica nas redes sociais mas os momentos passam e eu também gosto de os viver inteiramente. Este jogo de cintura entre o real e o virtual é uma aprendizagem e tem que ter o seu equilibrio.

Agora é hora de me deitar que às 7.30 tenho que abrir a pestana, quer queira quer não, para ir ao parque dar pão aos patos! O prometido é devido. Vamos lá ver se vai sem chucha como disse….

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Eu e o desporto no pós parto

Já tinha dito aqui que ía falar um pouco mais de mim neste blog. Digam lá, estou melhor ou não?! Aqui vai um tema giro!

A querida Rita apanhou-me outro dia antes de ir ao treino e fotografou-me (nem me deu hipóteses). Como eu adorei as fotos (óbvio) tive que arranjar tema, e não foi nada difícil: ginástica no pós parto, um tema muito badalado por aí.

Não se preocupem que não me vou armar em saber sobre o tema, nem vou partilhar os meus esquemas de treino que até funcionaram. Vou fazer muito melhor: falar-vos da minha experiência e deixar-vos contactos interessantes :)

Eu fiz desporto toda a vida (natação e depois ténis de competição) até que a minha vida como eu a conhecia acabou quando comecei a trabalhar. Sentada numa secretária o dia todo, sem grande tempo para desporto que larguei por completo nessa altura. Entretanto uns anos passaram e engravidei da índia. No pós parto sentia-me muito mal com o meu corpo e tive uma necessidade enorme de voltar a fazer deporto. Um mês e meio depois comecei a treinar com o André no Funcional Fitness no Lumiar. Ela tem um grupo de pós parto às 10.15 da manhã às segundas, quartas e sextas e podemos levar os bebés. Nunca cheguei a sair de lá e entretanto engravidei da mini índia. Treinei na gravidez e depois no pós parto novamente. Os treinos são muito bons, vi resultados e fiquei muito motivada. Recomendo vivamente para quem está no pós parto e sente a mesma necessidade que eu. Não são treinos leves, preparem-se!  Temos dores musculares das boas, saímos cansadas e com sensação de dever cumprido!

No próximo post falo-vos da minha diástase!

Fotos by Rita Ferro Alvim <3

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Aloha!

O primeiro ano da mini índia merecia uma festa de verão a preceito. Decidi um tema com a ajuda da índia, claro, e pus mãos à obra! Arranjei uns mimos de decoração na docinho de açucar, fiz o bolo de chocolate que todos gostam, pus uma salada de frutas dentro de uma melancia, flores dentro de um ananás, comprei uns colares de flores no chinês, sumos naturais e cervejas fresquinhas e fizemos a festa com direito a mergulhos na piscina! Ora espreitem :)

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#LUCKYME

Ingrata

As minhas duas filhas desde sempre que são “só mãe”. A mãe é que faz TUDO: a mãe veste, a mãe dá a comida, a mãe dá colo, a mãe vai à casa de banho, a mãe dá banho etc, etc, etc… Isto é tão absorvente e asfixiante como prazeroso e gratificante. Esta coisa da maternidade (e das hormonas) consegue ser antagónica e muito pouco coerente. Mas também acho que é isso que lhe dá graça. Eu já sei que normalmente as meninas são dos papás. Mas cá em casa nunca foi assim (felizmente para o meu coração de mãe super galinha!). Não estou preparada para que isso mude, nem pensei muito no assunto, mas confesso que desde há dois dias para cá que estou com medo… Pois bem, tudo isto aconteceu quando o paizinho foi á escola tocar guitarra para os amigos. Tornou-se rei e senhor! E eu claro, destroçada e incrédula (até levei com um “não gosto de ti” no carro que me deixou de lágrima no olho).

Tanta ingratidão junta num ser tão pequenino?! Muda assim a agulha das preferências sem aviso prévio nem carta registada?! Não estou preparada. Primeiro pensamento: tenho que ir à escola fazer qualquer coisa! Segundo seguinte: ok, escusas de ser tão ridícula! Parece que a coisa apaziguou, vamos lá ver quais serão as cenas dos próximos episódios. Vale-me a mais nova que continua a não sair do meu colo para o de ninguém (nem para o do pai, muitas vezes), que chora sempre que saio de casa e que se desfaz-se em sorrisos e atira logo os braços mal me vê (apesar de ainda não dizer “mamã”).

 

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Férias (ou não)

Estas foram as nossas primeiras verdadeiras férias com duas crianças. O ano passado, tinha a mini índia 1 mês e também fomos para porto côvo. Como ela tinha imensas cólicas (chorava o dia todo), a índia ía para a praia com o pai e chorava porque eu não ía, eu chorava porque as duas choravam (e as hormonas faziam o seu papel) e a casa onde ficámos não tinha as melhores condições (ufa), viemos embora ao segundo dia de umas férias de uma semana. Desde então, à parte de fins-de-semana aqui e ali, esta foi a primeira semana de férias “à séria” nesta família de quatro. Aliás, as férias foram ainda mais ricas porque ao todo éramos 3 famílias e 5 miúdas com mais uma a caminho (sim, por estes lados praticamente só há miúdas)!

O balanço foi muito positivo, mas há coisas que mudam, como conseguir ter tempo e disponibilidade para tirar fotografias! Passa um dia, depois outro e outro e quase que nem com o telemóvel conseguia tirar. Mas pronto, lá me esmerei a partir do terceiro dia, forrei-me de paciência e coragem (e pedi ao pai para fazer o mesmo) e clicks na praia e em casa! Aqui estão as nossas primeiras verdadeiras férias a quatro em imagens. Tenho a certeza que isto só pode ter tendência a melhorar e que para o ano consiga, quem sabe, fazer mais do que um post sobre as férias (figas!), ou então dormir um bocadinho na praia se não for pedir muito.

Bom, as férias em si para elas, são espectaculares: amigos, brincadeira, praia, pé descalço, jardim, gelados à noite, tudo a que têm direito para criarem memórias de infância felizes! Nós os adultos, temos uma perspectiva mais de missão relativamente às férias. Veste, despe, dá banhos, ralha, põe creme, separa brigas de amigas, faz almoço, faz jantar, tropeça em brinquedos, arruma brinquedos, máquinas de loiça, e é melhor parar por aqui, ufa! Uns dedos de conversa quando elas se deitam ou por milagre brincam sozinhas um bocado sem brigas (também acontece e cada vez mais felizmente!). A índia continua a não ser especial amiga do mar, ainda tem algum medo das ondas e só vai ao nosso colo. A mini índia uma aventureira destemida, adora a água, as ondas, tudo. Nós é que tínhamos que ter cuidado para não apanhar com ondas maiores à beira mar que era onde queria estar sempre!

Adorámos as férias, correram muito bem, a casa era brutal e… para o ano há mais :)

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Hoje estou em silêncio

Hoje estou sem voz, sem fala, sem palavras. Acabei de saber que uma das famílias vitimas na tragédia do incêndio de Pedrogão Grande era da escola da minha filha. Estamos todos em choque, em luto, em silêncio. Toda esta tragédia me deixou arrepiada, incomodada por dentro, com a alma aterrorizada. Agora que soube que tudo isto foi ainda mais próximo de nós, reavivou e multiplicou todos estes sentimentos. Podíamos ter sido nós. Já me caíram lágrimas e eu não consigo dizer mais nada, mas tinha que dizer alguma coisa. Dou graças pela nossa segurança. O nosso coração está com todas estas famílias e como diziam os meninos da escola, com as estrelinhas que foram morar para o céu.

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