Blue Babies

Voltamos à saga, mil e uma sessões que tenho para vos mostrar e que nunca cheguei a partilhar…

Fotografei este bebé na barriga da mãe. Já no mundo, com uma irmã ciumenta e os pezinhos de fora, fomos até ao jardim passear. Não foi fácil cativar a irmã, que apesar de responsável mais velha, gere um turbilhão de emoções dentro dela, tal e qual se passa cá em casa e que às vezes é difícil saber gerir. Mas aos poucos foi-se soltando, brincando, e consegui apanhar momentos bonitos dos quatro. Esta família tem uma luz muito cativante e serena e não há nada melhor que acompanhar o crescimento de pessoas assim :)

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Pais à maneira dinamarquesa

Há por ai alguém que já tenho lido este livro? Pois recomendo vivamente!

Contextualizando este post, quando a índia tinha um ano, começou a fazer birras com as quais não sabíamos lidar, nem sabíamos muito bem o que fazer. Deve ter sido a primeira vez que o instinto não funcionou e me deixou perplexa. Na verdade já sabia que aquilo ía acontecer, mas nunca tinha parado para pensar sobre o assunto. Sou uma pessoa meticulosa e teórica em tudo na da vida. Senti necessidade de procurar “ajuda” e  de encontrar uma filosofia para lidar com o crescimento dela, com a qual me identificasse. Encontrei a parentalidade positiva, que já tinha falado por aqui, e senti que aquele era o caminho que queria seguir. Li o livro da Magda, Crianças felizes, que me ajudou mesmo muito. Hoje em dia sou seguidora desta filosofia sempre que consigo (sim somos humanos, erramos, estamos cansados e nem sempre conseguimos ser positivos na parentalidade, essa é a verdade!). Mas fazemos um esforço porque é algo que acreditamos ser o melhor caminho para nós enquanto família. Neste contexto, deram-me a conhecer o livro ´Pais à maneira dinamarquesa´. Faz todo o sentido para mim e por isso decidi partilhar com vocês este livro do porquê dos dinamarqueses serem o povo mais feliz do mundo, mesmo com dias pequenos e cheios de chuva. Este sempre foi um tema que me interessou muito e adoro ler e pesquisar mais. Mais alguém como eu por aí?! Sugestões e dicas?!

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motherhood

Toda a vida quis ser mãe. Desde pequena que sabia e sentia que isso ía fazer parte da minha vida. A vida encaminhou-se no percurso dito “certo” e esperado. Tirei o curso, comecei a trabalhar, casei e tive a minha primeira filha. A maternidade é a minha maior realização, o meu maior desafio, a minha maior superação. Sou uma pessoa insegura e temia o pior quando engravidei. Achei que ia passar a minha ansiedade e os meus medos para a minha filha, achei que não ia conseguir saber o que fazer nem como educar. Enganei-me. A intuição, a sensibilidade, o sexto sentido se assim o quisermos chamar, guiaram-me e hoje em dia sei que faço o meu melhor e, quando olho para as minhas filhas, tenho orgulho no que estou a construir para elas e com elas. Não sou perfeita, longe disso, tenho dias maus, tenho dias muito maus, mas ser mãe ajudou-me muito em tantas fraquezas e inseguranças, em tantas superações tão importantes para mim. Talvez por isso ponha este trabalho à frente de tudo e de todos. É a minha missão, criar estes seres para o mundo, dar tudo o que tenho de mim (e às vezes o que acho que não tenho) para que sejam integras, confiantes, determinadas, trabalhadoras, focadas, fieis aos seus princípios e às amizades, fortes e resilientes. Cada dia. Todos os dias. Sinto que é um trabalho diário, constante, sem férias nem feriados. Mas é muito gratificante. Há muitas coisas que ficam para trás, outras que ficam no pause ou em slow motion, mas foi esta a vida que escolhi, é com esta vida que me sinto feliz, é assim que tudo faz sentido na nossa família. Sou profundamente agradecida por ter esta sorte, por ter a oportunidade de poder escolher a maternidade a par e passo com a fotografia. Sou bicho do mato, sou tímida e talvez por isso tenha tanta dificuldade em partilhar a minha vida com quem está desse lado e eu não conheço. Aos poucos mostro um pouco mais de mim, de nós, dos nossos dias e das nossas maluqueiras. Gostava de ter mais feedback desse lado, confesso. Lá estão as minhas inseguranças a vir ao de cima… Sei e sinto que a chave para chegar verdadeiramente a esse lado é a autenticidade. E essa ninguém me tira porque não sei ser de outra maneira. A outra chave é a assiduidade da partilha e aí tenho muito para trabalhar porque não consigo partilhar diariamente. Faço-o quando tenho vontade quando me lembro, nunca por obrigação. Ficam tantas coisas por partilhar. E como em todas as casas e em todas as vidas, há dias em que não há nada para dizer, nem para mostrar. Apesar de não parecer (e eu sinto isso), esta partilha é um grande desafio para mim que tenho esta personalidade insegura e meio tremida! A maternidade deu-me a conhecer muito de mim, tornou-me numa pessoa melhor a cada dia. Por isso, quando a índia mais velha me diz “és linda mamã” ou “eu amo-te”, tudo está certo, e tudo é simplesmente mágico.

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um dia vai ser comigo… hoje foi o dia!

E foi hoje que passei a minha vergonha no centro comercial, com toda a gente a olhar para mim. 3 anos depois da minha primeira filha, não está mau de todo! Ia-me passando, com vontade de as estrangular mesmo ali mas sempre com aquela aparente calma que manda a a parentalidade positiva. Ainda aguentei umas 5 birras até ao momento em que soltei um ‘acabou´mais alto do que devia, levei uma pelo colo, uma pela mão quase arrastada (ambas em choro em uníssono) e passámos todos os carrinhos tipo carrossel em passo apressado com algum medo que o volume do choro subisse nessas alturas, e fomos embora. Tudo a olhar para mim claro, uns com aquele sorriso compreensivo, outros com aquele olhar a julgar ´que miúdas mal educadas´. Não me apoquenta porque assim que tiverem filhos vão engolir aqueles comentários maliciosos nas suas próprias vergonhas! Como eu já engoli os meus! Cheguei ao carro, conversei no tom de voz entre a parentalidade positiva e os gritos, não consegui melhor. Acho que saiu mais daqueles ouvidos que que ficou, mas fiz a minha parte. Há dias assim. Eu que ainda outro dia falei do meu esforço para as educar sem gritos e de forma positiva. Mas somos todos humanos e este foi um momento mau. Vocês, mães reais desse lado, preciso que demonstrem a vossa compreensão pela minha primeira vergonha a sério! Aceitam-se histórias do género para a troca :)

Foto da nossa fotógrafa de família, a querida e maravilhosa Isabel Saldanha, que apanhou tão bem a essência destas minhas índias endiabradas <3

 

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Há um ano

Esta sessão tem um ano. O tempo passou e ficou esquecida a partilha destas fotografias que eu adoro. É giro como numa sessão há momentos tão diferentes de capturar. Tão depressa estão felizes como estão a fazer uma birra, como a irmã mais velha faz uma maldade ou dança com a mãe. Tão depressa são as melhores amigas como as maiores inimigas. Ter irmãos é isto mesmo. E não há nada melhor que possamos dar aos nossos filhos. Uma família é isto mesmo. Gerir as diferenças e as indiferenças, as birras e os amassos. Daqui a pouco fazemos outra sessão já a cinco, com três meninas incríveis <3

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Cresceste tanto!

Estás quase a fazer três anos e este verão cresceste tanto. Nunca tiveste grandes acidentes apesar de teres começado a andar com 11 meses. Sempre trepaste tudo, deste cambalhotas sozinha no sofá com 14 meses (e todos se lembram desse video) e muito antes dos dois anos já davas saltos com os dois pés. Era (e às vezes ainda sou) sempre vista como a mãe negligente no parque infantil que deixa uma menina tão pequenina trepar tudo sozinha e é chamada a atenção pelos outros pais preocupados. Tens tanto de destemida como de cautelosa e este é o cocktail perfeito para um desenvolvimento rápido sem grandes acidentes! Mas em relação ao mar o teu lado cauteloso venceu o destemido e, não sei se pelo barulho se pelas ondas, nunca te afeiçoaste muito. Até este ano! Pouco a pouco ganhaste confiança e no final das férias dançavas ao ritmo das ondas, saltavas na espuma e brincavas tanto no mar. Como tu própria dizias: eu e o mar somos muito amigos! Para além disso, deixaste a chucha e isso, que foi história para um só post no blog, foi uma vitória dura e suada. Não sei a quem doeu mais, se a ti se a mim, mas isso nunca vamos saber. Felizmente daqui a um tempo já nem te vais lembrar do que era usar chucha. Por fim, mas não menos importante, andaste sozinha a cavalo. Mais uma história que deu um post no blog. Foi uma superação cautelosa mas que te deixou inchada de orgulho e que te fez crescer tanto a tantos níveis. Este verão está a chegar ao fim (as férias porque espero que setembro e outubro ainda nos tragam o calor que julho e agosto guardaram não sei onde!) e foram dois meses muito importantes. Que esse teu olhar profundo e sensível guarde todas estas memórias e vitórias para que continues a crescer assim cautelosa mas resiliente. Amo-te.

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os cavalos

Na páscoa estivemos na quinta. Eu e o Francisco montámos e tentámos que a índia viesse dar uma volta no picadeiro conosco a passo. Mas ela teve medo e não quis. Não insistimos. É natural, o cavalo é um bicho imponente e alto. Adorou dar cenouras aos cavalos, dar festinhas, mas não quis sentar-se no alto do seu dorso. Ficou a matutar naquela cabecinha porque sempre que falávamos das férias ou dos cavalos ela dizia ” quando lá voltarmos eu vou andar no cavalo. Eu não andei porque tive um bocadinho de medo”. Ela queria mesmo ter conseguido. Este verão quando lá fomos voltámos a montar (e eu cada vez a adorar mais montar a cavalo!). Ela dizia que ia andar a cavalo mas no momento de subir para vir dar uma volta comigo estava com medo outra vez. O Francisco pegou nela e com uma conversa motivante pô-la lá em cima comigo. Demos uma volta no picadeira, ela agarrada aos meus braços como se a vida dela dependesse disso, e com aquele choramingar de quem não está nada confortável. Bom, já tinha ido pelo menos, mesmo que não tenha sido nada agradável para ela. Qual não é o nosso espanto quando no dia seguinte quis ir comigo, cheia de confiança e com um sorriso na cara. Demos mais umas voltas ao picadeiro e a luta foi para sair do cavalo. Ao terceiro dia disse: não mãe, eu vou sozinha tens que sair do cavalo. Eu obedeci de imediato e lá foi ela sozinha, feliz e destemida. No final do passeio já levantava os dois braços no ar e fazia com o rabo o movimento do trote. Que superação, que orgulho! Ficou tão contente que passou dias a falar disto e a contar a toda a gente que tinha andado sozinha a cavalo, ilustrando sempre e obrigatoriamente com as fotografias do meu telemóvel. Estás mesmo crescida minha miúda!

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A chucha

Demos-lhe a chucha ainda na maternidade. Agarrou como se sempre tivesse tido uma. Lembro-me de ser ainda muito bebé e me dizerem: ela tem chucha em quase todas as fotografias. E era verdade. Agarrou-se à chucha por consolo que se tornou vicio. Nunca chorou muito, mas quando o fazia a chucha era milagrosa. Quase a fazer três anos (e com os dentes ligeiramente arqueados) decidimos que íamos tentar que a largasse este verão. A escola ajudou porque durante o dia nunca usava, era só mesmo para dormir e foi importante para este processo de desmame. Mas mal acabou a escola e ficou de férias em casa, a chucha voltou a estar bastante presente e servia para o mínimo consolo ou apenas mimo. Ela queria largar, dizia que ía dormir sem chucha naquele dia mas depois não conseguia. Fui dizendo que a chucha faz mal aos dentes que ficam tortos e feios e que os meninos quando crescem já não precisam de chucha… Houve um dia que juntámos as chuchas todas (deviam ser umas 10, muitas diferentes). Ela escolheu uma e ficou só com aquela. As outras pusemos num saquinho e deixámos na janela. O Pai Natal veio buscar e trouxe um pijama da minie que ela tanto queria. Queríamos que fosse ela a querer largar, que partisse dela e fosse gradual e de uma coisa tínhamos a certeza, ela queria mas não conseguia! Umas semanas mais tarde fomos ao zoo e eu comecei a dar a ideia de darmos a chucha que sobrou aos golfinhos, que eles iam gostar de brincar. No dia em que fomos, no final do espectáculo dos golfinhos perguntei se lhes queria ir dar. Disse que sim. Tremi por dentro e sorri por fora. Deu, da mão dela a última chucha. Eu chorei por dentro, tremi por fora (não consegui evitar) e sorri de orgulho. O meu bebé, não é mais assim tão bebé. Está crescida, é forte, sabe o que quer, não hesitou e ficou muito feliz com ela própria. Estas últimas duas semanas, sem chucha, têm sido difíceis. A chucha é um vício como outro qualquer. Ela punha os dedos na boca, o óó na boca, não conseguia adormecer (ela que nunca teve dificuldade nenhuma e sempre o fez sozinha), as birras tinham uma proporção bastante maior. Mas nunca pediu a chucha de volta, nem nunca pôs a chucha da irmã na boca (embora eu saiba que tantas vezes lhe apeteceu). A mim custou-me muito, muitissimo ver e sentir esta transição que de leve teve pouco. Agora as coisas estão a acalmar e acho que o regresso às rotinas da nossa casa também vai ajudar.

Confesso que “olho” para a chucha de maneira diferente agora. Demos-lhe a chucha para conforto dela e sobretudo nosso. Há um dia que temos que a tirar, por eles, que são crianças e não conseguem perceber porquê. É cruel e custou-me muito. Teve que ser e agora já está, e eu sinto um orgulho enorme por esta miúda que me ensina tanto e que me surpreende todos os dias. Esta índia, é de facto muito especial.

 

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2 meses… a sério?!

As férias da índia deixaram a minha vida de pernas para o ar! Por um lado é muito importante que eles possam também ter férias da escola e os que o podem fazer são uns sortudos, não há duvida. As mães que os podem acompanhar são umas privilegiadas, também não há duvida disso. Lucky me, também não tenho duvida disso!

Mas são 2 meses, e nem tudo é um mar de rosas… Confesso que há momentos em que penso que não sei se vou ter energia e imaginação para 2 meses de duas índias cheias de energia (e mimo)  em casa!

M e d o!

Medo de não dar conta do balanço familiar / profissional. Tive que abrandar um bocadinho o ritmo de trabalho durante o dia nestes dois meses de férias, não havia hipótese. As sessões são sempre que possível durante a semana para que pelo menos os fins-de-semana possamos aproveitar os quatro ao máximo, sempre que não há sessões há idas ao parque, jardins, praia, piscina, etc, e trabalho no computador é só depois das 21h (quando há o milagre de adormecerem as duas a esta hora) e há dias em que a pestana custa a abrir… Fundamental: organização, antecipação dos programas com as miúdas (para que não fiquem tristes quando não podemos fazer aquilo que querem) e ajudas!

Eu sei que prometi ser mais dinâmica nas redes sociais mas os momentos passam e eu também gosto de os viver inteiramente. Este jogo de cintura entre o real e o virtual é uma aprendizagem e tem que ter o seu equilibrio.

Agora é hora de me deitar que às 7.30 tenho que abrir a pestana, quer queira quer não, para ir ao parque dar pão aos patos! O prometido é devido. Vamos lá ver se vai sem chucha como disse….

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